Conclusões do Conselho Pastoral Diocesano realizado a 11 de Fevereiro de 2017

O Conselho Pastoral Diocesano da Arquidiocese de Évora, reunido no Seminário Maior de Évora, na primeira reunião de 2017, no dia 11 de Fevereiro, subordinada ao Tema – Hora de mudança na transmissão da Fé -, partilha as seguintes conclusões:

  1. A Fé é dom de Deus, que chega aos homens através da mediação humana. A Família e a Comunidade Cristã, nomeadamente através da Catequese, foram, são e deverão continuar a ser os ambientes por excelência onde se transmite a Fé. Para tal, são necessários modelos de Fé.
  2. Torna-se necessária e importante uma nova metodologia catequética que se centralize na dimensão global da pessoa e não apenas na dimensão intelectual, como tem acontecido nos últimos anos. Para tal, deve-se passar de um modelo de catequese escolar para uma catequese ao ritmo da iniciação cristã. É necessário encontrar um modelo ou modelos que permitam, de forma concreta, fazer a iniciação cristã das crianças, adolescentes e jovens.
  3. Se antigamente a transmissão da Fé acontecia quase de forma natural na Família, actualmente tal não acontece, o que implica maior responsabilidade e compromisso por parte da Comunidade Cristã.
  4. Toda a Catequese deve levar as crianças, adolescentes, jovens e adultos a uma experiência de encontro pessoal com Jesus Cristo.

  1. A catequese paroquial assume um papel importante nesta transmissão da Fé, o que implica que os catequistas tenham, não só uma boa preparação a nível intelectual, mas sobretudo uma vivência espiritual autêntica. Para tal, será necessário que se promova um acompanhamento espiritual dos Catequistas.
  2. Apesar da realização de vários encontros anuais de formação para catequistas, a constatação de que apenas 200 a 300 comparecem a esses encontros revela a necessidade de apostar na criação de Centros de Formação por zona pastoral, com um calendário formativo devidamente estruturado, por forma a possibilitar o acesso à formação de um maior número de catequistas.
  3. Além disso, não se deverá descurar a utilização das novas ferramentas de comunicação digital, para que esta formação seja oferecida em várias plataformas. Contudo, a formação deverá ajudar sempre no aprofundamento da experiência de vida cristã, para que o testemunho de vida seja coerente.
  4. Na Catequese paroquial dever-se-á procurar, cada vez mais, envolver activamente os pais, através da Catequese Familiar, da Escola de Pais e da Catequese intergeracional.
  5. Nas Comunidades Paroquiais deverá haver mais sinergias e partilha de métodos entre os diversos Movimentos Eclesiais, de modo a que a Família possa ser acompanhada como um todo e na sua realidade concreta e actual, uma vez que a Fé transmite-se pelo testemunho, irradia de uns para os outros e, por isso, todas as idades se interpenetram, influenciam e mutuamente se enriquecem.
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