Dia do Consagrado e Festa do Seminário Maior congregam duas centenas

No passado dia 2 de Fevereiro, a Igreja Católica celebrou a Festa da Apresentação do Senhor que é uma das festas mais antigas da Igreja, e que antes da última reforma litúrgica se chamava Festa da Purificação de Nossa Senhora.
Nesta data, é tradição na Arquidiocese de Évora a celebração da Festa do Seminário Maior de Évora, que é precedida da Novena (ler mais na coluna “No coração da Diocese”, ao lado)
Dado que no mesmo dia 2 de Fevereiro, a Igreja celebrou também o Dia do Consagrado, a CIRP (Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal) e o Seminário celebraram conjuntamente ambas efemérides, com um programa que ocupou toda a manhã e congregou mais de duas centenas de pessoas, entre seminaristas, consagrados e consagradas, antigos alunos do Seminário (Lasistas), amigos do Seminário e diocesanos de Évora.
Depois da saudação a Nª Sª da Purificação, na Capela do Seminário, seguiu-se uma conferência por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa e Padre Sinodal, que falou sobre o último Sínodo dos Bispos sobre os jovens.
Pelo meio dia, foi celebrada a Eucaristia da Festa, na Igreja do Espírito Santo, presidida pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho.
A Eucaristia começou com a bênção da luz. À homilia, o Prelado Eborense explicou que “a bênção da luz, em que há momentos participámos, celebra-se no Ocidente, desde o século X. Inspirada no Evangelho da infância, segundo São Lucas, em que o velho Semião proclama Jesus como «a luz para revelar as nações», uma tradição antiga também lhe chamou a Festa das Candeias ou a Festa da Luz, que é o próprio Cristo, segundo o Prólogo de São João”.
“Podemos dizer que a Festa da Apresentação do Senhor, mais do que um mistério gozoso, é um mistério doloroso. Jesus é levado ao templo para ser oferecido ao Pai. Aí começa a sua oferta dolorosa, que só terminará no Calvário e Maria estava lá comprometida na mesma oferta, formando, com o Seu Filho, a mesma hóstia imaculada”, desenvolveu o Prelado.
“É, neste contexto litúrgico, que dou graças ao Senhor pelos consagrados e consagradas da nossa Arquidiocese. Vós sois os braços de Maria que abraçam a humanidade e lhes testemunha a beleza do Amor de Deus. Vejo-vos como presença amorosa do mistério da encarnação, pois com a dádiva da vossa vida, tornais Cristo presente na nossa geração, através do vosso SIM constante à humanização pelos imensos serviços que prestais à humanidade. Sois presença silenciosa e orante; sois mãos que socorrem e acarinham; sois colo e afago que recolhe; sois coração, afecto e acolhimento; sois vinho novo e odres novos, alimentados pela Eucaristia; sois Eucaristia, Corpo de Cristo, no coração do mundo; sois Maria, que dá Cristo ao mundo. Bendito seja Deus por cada um e cada uma de vós!”, disse D. Francisco José Senra Coelho, dirigindo-se aos consagrados e consagradas.
“Nesta Eucaristia, coloco o nosso Seminário com cada um daqueles que o constituem, no regaço amoroso do Ícone da Igreja, Maria, a Discípula e Mãe do Senhor”, prosseguiu o Arcebispo de Évora.
“Estimados seminaristas, nas rotundas complexas da vida, com imensas saídas e sem sinalética, rezo convosco para que façais sempre o vosso discernimento e o exercício livre da vossa escolha, iluminados pela Luz de Cristo. Que essa Luz vos revele a beleza do Seu rosto e do Seu chamamento. Eis-me aqui para servir! Envia-me!”, concluiu D. Francisco José Senra Coelho.

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