Escuteiros regressam a casa “cheios de vontade de continuar a abraçar o futuro”

O acampamento nacional (ACANAC) do Corpo Nacional de Escutas teve, na noite do passado sábado, a sua cerimónia conclusiva e o chefe nacional mostrou a convicção de que crianças e jovens regressaram a casa “cheios de vontade de continuar a abraçar o futuro”.
“Todo imaginário que na prática trabalhámos ajuda o jovem a ser factor de diferença, a ser algo de diferente na nossa sociedade, a ser capaz de ser diferente também de si próprio”, afirmou Ivo Faria, em declarações à Agência ECCLESIA.
O 23º acampamento nacional do CNE, que decorreu de 31 de Julho a 6 de Agosto, reuniu mais de 21 mil escuteiros sob o lema ‘Abraça o Futuro em defesa da casa comum’, inspirando-se na encíclica ‘Laudato Si’, do Papa Francisco.
O chefe nacional explicou que o tema não pretendeu focar-se “no exercício de previsão”, o que poderá ser o futuro para os jovens, mas “ajudá-los a perceber que o futuro são exactamente eles”.
Para o responsável é importante que todos tenham conseguido “perceber e interiorizar a necessidade” de irem para suas casas e não deixar que o acampamento acabe.
Ivo Faria refere que o escutismo ajuda os jovens a “crescer de forma divertida”, conhecendo coisas novas, criando novas amizades e, “essencialmente, aprendendo no processo”.
Uma semana intensa de dinâmicas, actividades e jogos, onde aprenderam e também se divertiram, foi a proposta aos escuteiros terrestres e marítimos: Lobitos (6-10 anos), Exploradores e Moços (10-14 anos), Pioneiros e Marinheiros (14-18 anos), Caminheiros e Companheiros (18-22 anos).
No primeiro dia de acampamento nacional, os escuteiros receberam a visita do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que percorreu a pé as quatro secções em campo, jantou em campo numa patrulha e ficou para a cerimónia de abertura.
Vários bispos portugueses, entre os quais o senhor Arcebispo de Évora, D. José Alves, também marcaram presença no evento e para Ivo Faria é a “manifestação clara de compromisso” do movimento ao longo de todo o ano, desde a fundação em 1923.
A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima esteve pela primeira vez num ACANAC, tendo o Santuário oferecido uma imagem da Virgem que vai ficar em permanência no centro escutista.
O chefe nacional do Corpo Nacional de Escutas realçou que o ACANAC 2017 “marca um ciclo de renovação” na actividade pedagógica com os jovens porque a etapa seguinte é o acampamento nacional do centenário do movimento, dentro de cinco anos.

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