Memória de S. Josemaría Escrivá celebrada em Évora

Deus quer que sejamos santos. Mas esta vontade não é apenas os religiosos, mas sim para todos os fiéis batizados. Deus chama a cada um de nós, há perfeição no amor que deve brilhar na alma de todos os seguidores de Jesus Cristo. Este chamamento universal à santidade, que nos foi entregue solenemente pelo Concílio Vaticano II, constitui um dos núcleos fundamentais da pregação de S. Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei, cuja memória a Igreja celebrou a 26 de Junho. Mas será que todos nós, “jovens, velhos, solteiros e casados, sãos e doentes, cultos e ignorantes”, podemos chegar à santidade que Deus deseja? A porta de entrada que S. Josemaría Escrivá nos indica, é a intimidade da oração, o falar a Deus de coração a coração. Só assim podemos crescer em família com o Senhor, no qual temos o modelo que somos chamados a ser.

Esta intimidade pode começar, por exemplo, com pequenas invocações e jaculatórias, que, como rápidas chispas de fogo, vão fazendo arder pouco a pouco o amor a Deus nos nossos corações, são como pequenas lembranças do céu que, ao longo do dia, nos atraem a Deus. Por meio deste caminho ficamos cativos pelo amor do Pai, este Pai que é Deus, mas S. Josemaría Escrivá, também é pai ao criar o Opus Dei, como nos recordou o nosso Arcebispo Francisco José, na sua homilia. Assim transmitiu-nos que somos filhos de Deus e herdeiros com Jesus Cristo, e faz-nos recordar o ele fez como filho de Deus que o le a repetir Pai, Pai (Abba, Abba…). Parecia uma criança, pelo que foi um dia que o marcou para toda a vida, compreendendo assim a sua filiação divina, a santidade, e a força do baptismo.

Celebramos alguém que valoriza a palavra pai. Começamos a amar um pouco como Jesus, o que exige, logicamente, que estejamos também unidos à sua Cruz, dispostos a sofrer com Ele e a deixar-nos purificar das nossas imperfeições, suportando o que nos incomoda no dia-a-dia, servindo o Senhor em cada um dos que nos rodeiam.

Ó Deus, que, por mediação da Santíssima Virgem Maria, concedestes inumeráveis graças a S. Josemaría Escrivá, presbítero, escolhendo-o como instrumento de fidelidade para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei que nós também saibamos converter todos os momentos e circunstâncias da nossa vida em ocasiões de vos amar, e de servir com alegria e com simplicidade a Igreja, o Papa Francisco, o Arcebispo de Évora Dom Francisco José, Bispo do Prelado Fernando Ocariz e as suas almas, iluminando os caminhos da terra com o resplendor da fé e do amor. Concedei-nos, por intercessão de S. Josemaría Escrivá, que, através do trabalho quotidiano, nos identifiquemos com Cristo, vosso Filho, e sirvamos com amor ardente a obra da Redenção. Amém.

Diácono António Martins

Foto 5

Contactos