Real Ordem da Imaculada Conceição “é um monumento, não de pedra, mas cultural e histórico da libertação de Portugal”, diz Arcebispo de Évora

Após o Papa Francisco ter assinado o decreto que concede a Bênção Papal com indulgência plenária por ocasião do Ano Jubilar do bicentenário da fundação da Real Ordem da Imaculada Conceição de Vila Viçosa, celebrou-se esta quarta feira (14 de agosto) a eucaristia onde foi assinalada oficialmente a Indulgência Plenária Jubilar na Arquidiocese de Évora.

A eucaristia foi celebra no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, sendo presidida por sua Excelência o Sr. Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho.

A Rádio Campanário marcou presença e recolheu as declarações de D. Francisco Senra Coelho, que começa por referir que “estamos aqui a fazer memória daquele acontecimento tão importante para nós portugueses, que foi a libertação da presença francesa”.

O Arcebispo de Évora considera que “ao fim ao cabo celebramos o regresso da coroa do Brasil a Portugal e reassumimos a nossa autonomia”, lembrando que durante esse período “o sul de Portugal tinha como centro assumido Beja”, onde se encontrava a presença do General Junot.

D. Francisco Senra Coelho considera que “fruto da possibilidade de regressar a Portugal”, o monarca português “constitui esta ordem em ação de graças a Nossa Senhora”.

Os anos foram passando e “esta ordem passou a ser uma instituição honorífica para pessoas que aqui sofreram durante as invasões francesas”, refere o Sr. Arcebispo.

A Real Ordem da Imaculada Conceição de Vila Viçosa “ficou sempre ligada ao Duque de Bragança (…), ele nunca abdicou de ser a pessoa que a preside”.

D. Francisco Senra Coelho considera que “estamos perante um monumento, não de pedra, mas cultural e histórico da libertação de Portugal do poder francês”, acrescentando que “ao celebrar estes 200 anos somos convidados a valorizar a nossa liberdade”.

Texto e foto: Rádio Campanário

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