Profissão Perpétua das Irmãs Sara e Francesca em Vila Viçosa

Reveja aqui a transmissão da celebração:

No passado sábado, 12 de junho, D. José Alves, Arcebispo emérito de Évora, presidiu à Eucaristia, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, na qual duas Irmãs Pequenas Filhas da Mãe de Deus emitiram a Profissão Perpétua dos conselhos evangélicos mediante os votos.
Foi com grande alegria e gratidão que a Irmã Sara Pompilii e a Irmã Francesca Paoloni entregaram totalmente a sua vida a Deus, consagrando-se a Ele para sempre.
D. José Alves iniciou a sua homilia inserindo este evento no contexto do Ano Jubilar e afirmando uma recíproca união de oração com o Arcebispo D. Francisco, que por motivos de saúde não pôde estar presente fisicamente: “Ao completar estes 375 anos da proclamação da Imaculada Conceição como Padroeira e Rainha de Portugal, a nossa Arquidiocese quis chamar a atenção de todos os portugueses para a importância histórica, cultural e religiosa deste Santuário nacional no contexto da nossa história pátria. Por isso, se tem realizado e continuarão a realizar-se aqui algumas das celebrações litúrgicas de relevo pastoral como esta em que estamos agora a participar. Pena é que o nosso Arcebispo não possa estar aqui presente e ser ele a presidir, mas por motivos de saúde não o pode fazer. Mas disse-me que está muito unido a todos nós e nós também estamos unidos a ele e rezamos pelo rápido restabelecimento da sua saúde para que retome em breve as suas funções. A nossa celebração de hoje congrega a família religiosa dos Pequenos Filhos da Mãe de Deus que têm berço no território diocesano…”.
“A Irmã Francesca e a Irmã Sara vieram ao Solar da Padroeira, acompanhadas de familiares e amigos para emitir os votos perpétuos como membros da sua família religiosa. Ao celebrarem solenemente o ato tão importante para as suas vidas quiseram celebrá-lo sob o olhar materno do Coração Imaculado de Maria, cuja festa litúrgica se celebra hoje, implorando a sua proteção e dispondo-se a imitá-la na sua consagração plena ao serviço do Reino de Deus. Tal como Maria, iluminadas pela fé e plenamente confiantes no Amor divino, tudo entregam nas mãos de Deus de forma definitiva e perpétua. Ao emitir os votos de castidade, obediência, pobreza e apoio espiritual ao Papa, vínculo de comunhão eclesial, fazem-no não a título meramente individual, mas como membros da família religiosa a que pertencem…”.
“Definitivamente fazem parte duma nova família, sem voltar as costas à família natural que continuarão a amar empenhadamente com certeza, mas hoje assumem perante Deus e perante a Igreja o solene compromisso de consagrar a sua vida ao serviço do Reino de Deus em conformidade com o carisma fundacional da nova família religiosa.”
D. José prosseguiu sublinhando que a vida consagrada é uma realidade que não se pode compreender apenas à luz da razão, pois a sua compreensão requer também a luz da fé: “A lógica da vida consagrada baseia-se nas palavras de Jesus quando se dirigiu ao Pai em oração de louvor porque tinha escondido certas coisas aos sábios e inteligentes e por um ato de Amor da sua infinita liberalidade as tinha revelado aos pequeninos. Essas são as coisas que não se entendem apenas à luz da razão, mas requerem também a luz da fé, a luz que só o Espírito Santo nos pode conceder. Entre as realidades deste mundo que não se compreendem apenas à luz da razão contam-se com certeza a consagração religiosa. Porquê? Como? Para quê? A razão, a nossa inteligência não justifica os três votos de castidade, pobreza e obediência que emitem os consagrados, os mesmos que vão fazer, dentro de momentos, as Irmãs Francesca e Sara.”
D. José Alves concluiu a sua homilia realçando que a vida consagrada torna intimamente felizes aqueles que a abraçam: “A vida consagrada quando é entendida à luz da fé torna verdadeiramente felizes aqueles e aquelas que a abraçam. Por isso, se sentem intimamente identificados com a Virgem Maria quando elevou a Deus o seu cântico de louvor e como Ela não se cansam de exclamar: “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador”. É este o hino daqueles que vivem a sua vida de consagração em união com Maria. Um hino de alegria, de louvor, de júbilo porque a felicidade brota de dentro, não vem de fora e essa felicidade que brota de dentro leva sempre a cantar este hino que Maria cantou: a minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador”.

 

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