Imposição do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo decorreu em Évora

Após um ano de pausa, reniciámos, no dia 17 de julho de 2021, a imposição do escapulário, na igreja de santo Antão, em Évora, com o Sr. CÓn. Manuel Maria Madureira


7.ª PARTE – O Escapulário INDULGÊNCIAS (Plenárias e Parciais)

A) Indulgência Plenária

Gozam do privilégio de alcançar a Indulgência Plenária de todos os castigos e penas temporais do Purgatório merecidas pelos pecados cometidos até ao dia da Indulgência, todos os confrades carmelitanos que se confessarem e piedosamente comungarem nos seguintes dias ou festas:
- No dia no qual se veste o Escapulário (que é o dia da inscrição na família carmelitana) e
- Nas seguintes festas e solenidades:
* 16 de maio: memória de São Simão Stock, Presbítero.
* 16 de julho: Solenidade de Nossa Senhora do Carmo, nossa Mãe Santíssima e Rainha de Nossa Ordem.
* 20 de julho: Festa de Santo Elias, profeta.
* 01 de Outubro: Festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, Virgem e Doutora da Igreja.
* 15 de Outubro: Solenidade de Nossa Santa Mãe Teresa de Jesus, Virgem e Doutora da Igreja.
* 14 de novembro: Festa de Todos os Santos Carmelitas.
* 14 de dezembro: Festa de Nosso Santo Pai João da Cruz, Presbítero e Doutor da Igreja.

B) A Indulgência Parcial

Ganha-se Indulgência Parcial (100 ou 300 dias) por usar piedosamente o Santo Escapulário. Pode-se ganhar não somente por beijá-lo, se não, por qualquer outro ato de afeto, respeito e devoção. E não somente o Escapulário, se não também a medalha supletória.

M.F.H.


Nossa Senhora do Carmo, convida todos os cristãos, que ainda não receberam a imposição do escapulário, e a Sua protecção especial, a comparecerem no próximo sábado, dia 17 de julho, às 16.45 h, na Igreja de Santo Antão, na Praça do Giraldo, em Évora, onde será celebrado este ritual, presidido pelo Sr. Cónego Manuel Maria Madureira. Para a imposição, os interessados devem trazer um escapulário castanho de pano, que se pode comprar na livraria Salesiana, no Largo de Camões, em Évora (atenção, a livraria Salesiana de Évora está encerrada no sábado, o que implica que a compra seja feita com antecedência), ou numa loja de artigos religiosos. Também deverão trazer os recortes das 6 (últimas) semanas, em que foram publicados os 6 artigos, neste Jornal a defesa, sobre o tema, e as Orações que se publicam em baixo .  


6.ª PARTE – A Arma de Nossa Senhora O Escapulário – A Imposição – Quando e onde ?

Nossa Senhora do Carmo, convida todos os cristãos, que ainda não receberam a imposição do escapulário, e a Sua protecção especial, a comparecerem no próximo sábado, dia 17 de julho, às 16.45 h, na Igreja de Santo Antão, na Praça do Giraldo, em Évora, onde será celebrado este ritual, presidido pelo Sr. Cónego Manuel Maria Madureira. Para a imposição, os interessados devem trazer um escapulário castanho de pano, que se pode comprar na livraria Salesiana, no Largo de Camões, em Évora (atenção, a livraria Salesiana de Évora está encerrada no sábado, o que implica que a compra seja feita com antecedência), ou numa loja de artigos religiosos. Também deverão trazer os recortes das 6 (últimas) semanas, em que foram publicados os 6 artigos, neste Jornal a defesa, sobre o tema, e as Orações que se publicam em baixo . “Um dia, através do Escapulário e do Rosário , salvarei o mundo”, foram palavras da Santíssima Virgem, a São Domingos. Durante o milagre do sol, a 13 de Outubro de 1917, Nossa Senhora de Fátima segurava aquele pedaço de pano castanho na mão, apresentando-o. Perguntaram então um dia à irmã Lúcia: – Porquê? Porque mostrava a Virgem Imaculada o escapulário? Ela respondeu: – É que Nossa Senhora quer que todos usem o escapulário! Vamos então, fazer a vontade da Mãe de Deus e apresentarmo-nos no sábado, às 16.45 h, na Igreja de Santo Antão, com o coração aberto para Maria. E Ela nos agradecerá com todas as Suas Graças e protecção especial. Não rejeite o convite da Nossa Mãe Imaculada! Seguem as orações que deverá trazer no sábado. M.F.H. Para mais informações contacte: T.M. 919 013 452 ou 913 294 482 Veja na próxima semana, neste jornal, quais são as datas especiais, em que se podem obter as indulgências


5.ª PARTE – Milagres do escapulário

São Cláudio de La Colombière, sacerdote jesuíta e confessor de Santa Margarida Maria de Alacoque, comentava: “Nenhuma devoção foi até hoje confirmada, com número maior de autênticos milagres, do que o escapulário do Carmo”. Aqui ficam alguns desses milagres assombrosos: 1 – O escapulário que o diabo queria jogar fora Certo dia, o venerável Francis Ypes notou que o escapulário que costumava usar tinha caído. Quando ia colocá-lo de novo, ouviu uma voz demoníaca dizendo-lhe: “Joga fora esse manto que rouba ao inferno tantas almas!” O venerável Francis Ypes fez então o inimigo reconhecer, que o que mais receio causa aos demónios, são o Santíssimo Nome de Jesus, o Santíssimo Nome de Maria e o Santo Escapulário do Carmo. 2 – O primeiro milagre de conversão No mesmo dia em que Nossa Senhora deu o escapulário a São Simão Stock, ele foi chamado às pressas por um nobre chamado Peter de Linton: – Venha depressa, padre, porque o meu irmão está à morte, em desespero! São Simão Stock partiu imediatamente para junto do moribundo. Mal chegou, lançou sobre aquele homem o seu grande escapulário, pedindo a nossa Mãe Santíssima que não deixasse de cumprir a sua promessa. O homem finalmente se arrependeu e faleceu na graça e no Amor de Deus. 3 – Os escapulários que resistiram à sepultura Apenas 25 anos depois da visão em que Nossa Senhora do Carmo entrega o escapulário a São Simão, o Papa São Gregório X faleceu e foi sepultado com o escapulário que usava. Quando o seu túmulo foi aberto, 600 anos depois, o escapulário ainda estava intacto. Dois grandes fundadores de ordens religiosas (Santo Afonso, dos redentoristas, e São João Bosco, dos salesianos) tinham especial devoção a Nossa Senhora do Carmo e usavam o escapulário castanho. Quando morreram, foram ambos sepultados com suas vestes sacerdotais e os escapulários. Muitos anos mais tarde, quando as sepulturas foram abertas, os seus corpos e as sagradas vestes com que foram sepultados já se tinham consumido, mas o escapulário castanho, que cada um usava, estava perfeitamente intacto. O de Santo Afonso Maria está exposto em Roma no mosteiro que ele fundou. 4 – O escapulário que acalmou uma tormenta no mar Em 1845, o navio King of the Ocean deixava o Porto de Londres com destino à Austrália. Entre os passageiros, encontrava-se o pastor protestante inglês James Fisher, com a esposa e dois filhos, de 9 e 7 anos de idade. O tempo esteve bom nas primeiras semanas de viagem, mas, quando já se adiantava Oceano Índico adentro, uma forte tormenta, vinda do noroeste, varreu o oceano. As ondas irrompiam furiosamente, as velas rasgavam-se e, a bordo, o madeiramento não parecia mais do que canas à mercê dos ventos e das ondas dessa noite memorável. Ordenaram aos passageiros que descessem às suas cabines. Não havia o que fazer. Ouviam-se ordens de comando, gritos de desespero e súplicas de misericórdia. O Sr. Fisher, com a família e mais outras pessoas, subiu ao convés e pediu que todos se unissem na oração, suplicando perdão e misericórdia. Havia na tripulação um jovem marinheiro irlandês, da comarca de Louth, chamado John McAuliffe, que, desabotoando a camisa, tirou do pescoço um escapulário. Pegando nele com os dedos da mão, fez o sinal da cruz no ar, e lançou-o ao mar. Logo em seguida, as águas abateram a sua fúria, a tempestade acalmou-se e uma pequena onda, ainda lançou aos pés do jovem marinheiro, devolvendo o mesmo escapulário que, poucos minutos antes, ele havia lançado ao mar encapelado. Assim, o navio chegou são e salvo ao porto de Botany. Ora, as únicas pessoas que haviam notado o gesto do marinheiro e o regresso do escapulário ao convés foram os Fisher. Com profunda reverência, aproximaram-se então do rapaz e pediram-lhe que explicasse o significado daquelas peças tão simples de pano castanho. Uma vez informados, prometeram, ali mesmo, abraçar a fé cuja protetora e advogada é a poderosa Virgem do Carmo, Nossa Senhora, Mãe de Jesus. Logo que chegaram à cidade australiana de Sidney, encaminharam-se para a pequenina capela de Santa Maria, feita então de madeira, no local onde hoje se ergue um templo magnífico, e foram recebidos no seio da Igreja pelo padre Paulding, mais tarde arcebispo. 5 – O escapulário que salvou uma casa do incêndio Em maio de 1957, um sacerdote carmelita publicou um assombroso relato sobre uma vizinhança inteira de casas enfileiradas, que se tinham incendiado em Westboden, na Alemanha. Numa delas, viviam duas famílias piedosas, que, ao verem o fogo, penduraram imediatamente um escapulário na porta de entrada. Em 5 horas, 22 casas foram reduzidas a cinzas – mas, no meio da destruição geral, uma única ficou intacta: aquela que tinha o escapulário pendurado na porta. Centenas de pessoas foram testemunhas oculares da intercessão da Santíssima Virgem Maria naquela residência. 6 – O escapulário que salvou o carmelita na Terra Santa Em 1944, um missionário carmelita na Terra Santa foi chamado para ministrar o sacramento da Unção dos Enfermos. O motorista, que era árabe, mandou-o descer cerca de seis quilómetros antes do local, porque o caminho era muito perigoso devido à lama na estrada. E era mesmo tanta que, depois de ter andado uns três quilómetros, o missionário sentiu que os pés se enterravam cada vez mais no lodo, até que escorregou num poço de lama e começou a afundar-se. Lembrou-se então, imediatamente, de Nossa Senhora e do seu escapulário; beijou-o, ergueu os olhos para o Monte Carmelo e clamou: “Nossa Senhora do Carmo! Mãe Santíssima! Ajudai-me! Salvai-me!” Tudo o que se lembra é que, então, viu-se em terreno firme. “Sei que fui salvo pela Virgem Santíssima por meio do seu escapulário castanho. Perdi os sapatos naquele barro. Fiquei quase todo coberto de lodo, mas consegui andar os três quilómetros que faltavam, louvando sempre Nossa Senhora”. 7 – O escapulário que salvou o homem atropelado por um comboio Nos princípios do século XX, na localidade norte-americana de Ashtabula, Ohio, um homem foi gravemente atropelado por um comboio. Não tendo morrido logo naquele momento, permaneceu ainda consciente durante mais 45 minutos – o tempo necessário para que um sacerdote chegasse e lhe ministrasse os últimos sacramentos. Ninguém entendia como era possível que, com ferimentos tão abertos, ele não tivesse morrido imediatamente. A única explicação encontrada estava pendurada ao seu pescoço: ele usava o escapulário. 8 – O escapulário que salvou a vida de um sacerdote Um padre francês tinha partido em peregrinação quando se lembrou de que não tinha trazido o seu escapulário. Mesmo sabendo que se atrasaria para celebrar a Missa, ele retornou para ir buscá-lo, pois não conseguia sequer imaginar-se no altar de Nossa Senhora, sem estar usando o seu escapulário. Mais tarde, enquanto celebrava o Santo Sacrifício, aproximou-se do altar um jovem, que puxando por uma arma, atingiu o sacerdote pelas costas. Para espanto geral, o padre continuou celebrando a Missa, como se nada tivesse acontecido. Os fiéis pensaram no início, que a bala tivesse milagrosamente errado o alvo, mas depois, verificou-se que ela se tinha encravado no pequeno escapulário castanho, que o sacerdote se recusara a deixar para trás. 9 – O escapulário que salvou uma jovem na queda de um avião Em novembro de 1955, na Guatemala, caiu um avião com 27 passageiros, que morreram, excepto uma jovem que, ao perceber que o avião se precipitava, agarrou no seu escapulário e pediu auxílio à Santíssima Virgem do Carmo. Ela sofreu queimaduras e a sua roupa ficou toda queimada, mas o escapulário nem sequer foi tocado pelas chamas. Fontes: – Plinio Maria Solimeo, em “A grande promessa de salvação, O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo” – Site O Segredo do Rosário – https://pt.aleteia.org/2017/10/03/9-milagres-escapulario-nossa-senhora-do-carmo/

M.F.H.

 


4.ª PARTE

O Escapulário, a veste ou Manto de Nossa Senhora, e a Sua Protecção

O que é uma indulgência? Ao recebermos o Sacramento da reconciliação ou da Confissão, somos absolvidos dos nossos pecados, mas ainda teremos que passar pelo purgatório, para cumprir a pena devida pelos mesmos. Mas a Misericórdia de Deus é infinita e concede-nos as Graças das indulgências, quer dizer, o perdão de parte ou da totalidade (conforme as indulgências), do tempo de expiação no Purgatório. Conta a vidente Lúcia nas suas Memórias, que perguntou a Nossa Senhora por duas amigas suas, que tinham morrido antes: -…E a Amélia está no céu? – Não, ela fica no Purgatório até ao fim do mundo. Indulgência parcial – Recebemo-la usando o escapulário e por termos um acto piedoso, por exemplo: um pensamento, um olhar, um toque, um agradecimento, um beijo, etc., demonstrando carinho por Nossa Senhora e seu Filho, favorecendo a união com Maria, com seu Filho e com Deus, obtém uma indulgência parcial. O valor da indulgência aumenta, na proporção das disposições de piedade e fervor da pessoa. Indulgência plenária – Pode-se lucrá-la no dia em que se recebe pela primeira vez o escapulário, na festa de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho), de Santa Teresa de Ávila (15 de outubro), de São João da Cruz (14 de dezembro), de Santo Elias (20 de julho ), de Santa Teresinha do Menino Jesus (1º de outubro), de todos os santos carmelitas (14 de novembro) e de São Simão Stock (16 de maio). Para lucrar tais indulgências plenárias, são exigidas as seguintes condições: – Confissão, Comunhão eucarística, oração pelo Sumo Pontífice (por exemplo: um Pai-nosso e uma Ave- Maria) – firme propósito de querer observar os compromissos da confraria do escapulário. O que é um sacramental? Chamamos de sacramentais os sinais sagrados instituídos pela Igreja, cujo objetivo é preparar os homens para receberem o fruto dos sacramentos e santificar as diferentes circunstâncias da vida (CIC 1667). Ou seja, medalhas, escapulários, terços, imagens, santinhos, água benta, crucifixos, etc. Mas atenção, só e apenas, o que é de uso ao culto de fé da igreja católica. Cuidado com os amuletos!!!! São contra a nossa fé: a mão de Fátima, as corujas, os elefantes, os olhinhos e tantos outros. A Virgem Santíssima a 16 de Julho de 1251 deu o escapulário castanho a São Simão Stock, no dia 16 de Julho de 1858 entregou-o na última aparição de Lourdes e em 1917 a 13 de Outubro, apareceu com as vestes de Nossa Senhora do Carmo. Um dia, em 1950, a Irmã Lúcia em conversa com o Padre Howard Rafferty, respondeu à pergunta: – “Porque é que Maria aparece usualmente com o escapulário? Dizendo: – “É que Nossa Senhora quer que nós usemos o escapulário”. Que ao usar o escapulário, não se sinta apenas, protegido pela Virgem Maria, mas também que cresça na imitação das Suas virtudes.

M.F.H.

 


3.ª PARTE

O Escapulário, a Arma de N.ª Sr.ª e também a nossa Arma!

  Quem foi São Simão Stock? Nasceu em 1165 no Condado de Kent em Inglaterra. Desejou ainda bastante jovem, com 12 anos, consagrar a sua vida a Deus, mas os seus pais não o consentiram. Mesmo contra a vontade dos pais, partiu de casa, procurando a solidão e vivendo como eremita. Para sua habitação, escolheu o tronco de uma árvore. Daí lhe vem o nome de Stock, que significa “tronco “. Anos mais tarde, terminou os seus estudos e abandonou a solidão. Foi ordenado Padre, em 1245, e mais tarde, foi eleito Geral. Dedicou toda a sua vida ao serviço da Santíssima Virgem Maria e, a 16 de Maio de 1265, partiu para a Eternidade. Como usar o escapulário? Não basta comprá-lo na loja e pô-lo. Para o usar, ele tem que ser benzido e imposto, a primeira vez, por um sacerdote no ritual da imposição!!!! Não devemos usá-lo meramente, como um amuleto de sorte ou um protector mágico, que nos isenta de viver as exigências cristãs e que nos garante a salvação eterna, sem esforços da nossa parte. Deve ser usado com fé e consciente do “pacto”, que fez com a Mãe de Deus, fazendo-se merecedor desta grande protecção e crescendo na imitação das virtudes da Virgem Maria. Se Ela nos concede um sinal de protecção, nós, da nossa parte, também lhe devemos demonstrar uma profunda gratidão por esta predilecção. Por isso, todos os dias, Lhe devemos oferecer uma oração mariana: A Consagração diária e a reza do Santo Terço, ou do Santo Rosário, o ofício de Na. Sra. da Conceição ou três Avé Marias, etc, etc, etc. Depois que lhe é imposto pelo sacerdote, o escapulário deve ser sempre usado, de dia e de noite. Não lhe sendo possível usar o original de pano todo o tempo, então pode ser substituído pela medalha, em que na frente esteja cunhada a imagem de Nossa Senhora do Carmo e, atrás, a do Sagrado Coração de Jesus. Existem em diferentes materiais, sendo o mais corrente, o de pano, mas também o de prata e até de plástico, pois facilita o seu uso na praia, na piscina ou no banho. Se já tiver um, tem que apresentá-lo ao sacerdote, para receber a bênção específica do escapulário (caso ainda não tenha sido benzido) e lhe ser imposto, no Ritual da Imposição do mesmo. Quando estiver gasto, não o deite fora, pois é um sacramental. Enterre-o, agradecendo a Deus a Graça deste Manto de Maria ou Veste de Maria. Quem pode receber o escapulário? Não é um amuleto mágico e protector, que nos isenta de viver, seguindo as exigências e preceitos cristãos!!!!! Não é um bilhete de 1.ª classe para o Céu. É antes um lugar ao lado de Maria, onde caminhando com Ela e sob a Sua Santa protecção e guia, crescendo nas Suas virtudes, aprendemos a viver nesta vida, de modo a caminhar para o céu. Então, todos os leigos que quiserem, de qualquer idade, podem receber o escapulário, se estiverem em estado de poder receber os Santos Sacramentos. Até bebés, crianças e jovens podem e devem receber esta grande protecção de Maria, especialmente nestes tempos de aflição e perigo que atravessamos. Tempos houve, em que ele era imposto, logo após o Sacramento do Batismo. Quando São João Paulo II foi alvejado e sendo levado para a cirurgia, implorou em desespero, segurando as mãos do seu secretário: – “promete-me que não deixas que me tirem o escapulário, promete!!” O Ritual da Imposição do Escapulário Procurado e desejado por muitos leigos, até mesmo fora de Évora, vinha sendo imposto, nos anos anteriores à pandemia… Normalmente realiza-se no dia 16 de Julho, dia de N.ª Sr.ª do Carmo, ou do Carmelo. Só pode ser imposto uma vez na vida. Infelizmente e devido ao confinamento, não foi possível dar-lhe continuidade, no último ano. Temos contudo, a esperança de o conseguir este ano, mas tudo dependerá da situação pandémica que se viva à data. Logo que tenhamos a certeza da sua realização, comunicaremos todos os detalhes necessários, para o mesmo. Se não for possível nesta data, então tentaremos numa data posterior, a ser avaliada. O ritual é em si, como que composto por três partes: A Benção do escapulário; A Imposição do escapulário e o final do ritual, em que o sacerdote esclarece e aconselha os leigos, agora já Carmelitas da Ordem Terceira de Pé Descalço e fazendo parte da Família Carmelita, a viverem a espiritualidade Carmelitana. Em caso de perigo de vida, podemos nós mesmos, impô-lo a um moribundo, ou agonizante, que o queira receber ou nós deduzamos, que a pessoa em causa, o quisesse receber, se se pudesse manifestar e, simultaneamente fazer uma oração a N.ª Sr.ª do Carmo, pedindo a salvação desta pessoa e da sua alma. Atenção, para esta imposição, só pode ser usado um escapulário já benzido pelo sacerdote.

M.F.H.

 


2.ª PARTE

A arma de Nossa Senhora, o Escapulário e a sua Protecção

Era bastante comum na Idade Média, composto por duas longas tiras compridas, de pano castanho, enfiadas pela cabeça, abertas dos lados, uma cai para a frente e outra para as costas, com largas alças, colocadas sobre os ombros. Para os leigos, foi reduzido a dois bocados de pano castanhos, ligados por dois fios ou a uma medalha, com caraterísticas inerentes ao escapulário: de um lado tem o Sagrado Coração de Jesus e do outro Nossa Senhora do Carmo . Ele tem a ver com um momento histórico muito difícil da Ordem dos carmelitas. Os eremitas que viviam nas grutas do Monte Carmelo, após a tomada islâmica da Terra Santa, foram obrigados a migrar para a Europa. Quando chegaram a Inglaterra, encontraram vários obstáculos para aí se estabelecerem. Por um lado, os carmelitas tinham um estilo de vida bastante diferente das demais Ordens religiosas; por outro, não eram bem-vindos,devido à crise económica que se atravessava e a concorrência às esmolas aumentava. O Carmelo estava mesmo em perigo de se extinguir. São Simão Stock, seu superior geral, suplicou por ajuda à Virgem do Carmelo, de quem era muito devoto. A sua oração não foi em vão, segundo testemunhos da Ordem, no dia 16 de Julho de 1251, no convento de Cambridge, Nossa Senhora do Carmo apareceu-lhe e entregou-lhe um escapulário de pano castanho, dizendo: “O Escapulário será para ti um privilégio e, quem morrer piedosamente revestido com ele, será preservado do fim eterno”, ou seja, não padecerá a perdição do fogo eterno. Mais tarde, Nossa Senhora do Carmelo apareceu ao Papa João XXII e transmitiu-lhe a seguinte mensagem: “A quem tiver usado piedosamente o meu Escapulário durante a vida, eu, Mãe bondosa, desço ao Purgatório no primeiro sábado após a sua morte e livrá-lo-ei e conduzirei para o céu”. Isto é o Privilégio Sabatino – “E quem morrer piedosamente revestido com ele, não padecerá a perdição no fogo eterno”. Esta grande Graça espalhou-se pelo mundo e então muitos devotos de Nossa Senhora, conhecendo esta protecção mariana, quiseram também trazê-lo consigo. Surgiu assim entre os carmelitas, o costume de “impôr” às pessoas que o quisessem, um escapulário de dimensões mais pequenas e de igual modo castanho. Todos os leigos que receberem a imposição do escapulário, ficarão a fazer parte da família carmelita, ou seja, será um Carmelita de Pé Descalço da Ordem Terceira (que nada tem a ver com o andar sem sapatos, mas com as reformas efectuadas na Ordem Carmelitana) . Muitos leigos usam este Sacramental, como se fosse um amuleto para dar sorte. Mas lembrem-se do que disse Nossa Senhora: “usar piedosamente”, quer dizer, viver uma vida cristã, de amor a Deus, a Seu Filho e à Mãe de Deus, cumprindo as exigências de vida de um bom cristão, mostrando-Lhe o nosso agradecimento, devoção e fervor. E como é que lhe mostramos o nosso amor e devoção? Pela recitação do terço diário, ou do Santo Rosário, a visita a uma imagem de Nossa Senhora, ou até mesmo a simples recitação de 3 Ave-Marias… O uso da veste de Nossa Senhora, não nos garante a salvação eterna, sem esforços da nossa parte. A finalidade desta devoção ao escapulário é: pedir a proteção de Maria e imitar sua vida, procurando praticar as mesmas virtudes que ela praticou.

M.F.H.

 


E o Escapulário?

1.ª PARTE

Como já vinha sendo habitual nos últimos anos em Évora, no dia 16 de Julho, era feita a imposição do escapulário. Este ano, tudo dependerá da situação pandémica do momento. O Escapulário, no início, era pouco conhecido pelos leigos, mas a pouco e pouco, foi-se tornando conhecido e até já vinham interessados de outras cidades pedir para receberem aqui a imposição do escapulário castanho (carmelita). A imposição até chegou a ser feita em Estremoz, a pedido de um pároco. Este sacramental, que durante décadas era imposto logo no dia do baptismo, infelizmente caiu no esquecimento durante dezenas de anos. Muitos católicos habituaram-se a carregar consigo: amuletos, objectos de feitiçaria, orações para dar sorte, figas, meias luas, pulseiras dos olhinhos, a mão de Fátima… etc., etc., etc. Eles não sabiam, que na sua Igreja, na Igreja Católica, existe um baú que está repleto dos mais valiosos tesouros!!! Basta abri-lo, pois está acessível a todos os que o procuram e encontram lá dentro as maiores riquezas, que existem em todo o mundo! Ele tem os Santos Sacramentos, as Bênçãos, a Consagração à Virgem Maria e ao seu Imaculado Coração, a Consagração ao Sacratíssimo Coração de Jesus, o Santo Rosário, o Santo Terço à Virgem Maria, o Terço da Divina Misericórdia, O Santo Escapulário, a Água Benta, e outros Sacramentais, etc., etc., etc. É a isto que nós, os católicos, temos de recorrer para nos protegermos, pois é Deus quem no-los oferece e não falsos intermediários! E eles são uma pura oferta de amor, não custam dinheiro nenhum. Custaram sim, a vida de Jesus, Nosso Senhor, que morreu na cruz para nos salvar. E nós vamos recusar a Sua oferta e ofendê-Lo, batendo à porta de falsos profetas?! Nas próximas semanas iremos contar a História do escapulário e os milagres, que por sua intercessão, têm acontecido. Siga-nos nas próximas semanas.

M.F.H.

 

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