Ser Família de Acolhimento em debate na iniciativa “Palavra (im)perfeita”

Foi no serão do passado dia 29 de setembro, que a Arquidiocese de Évora através do testemunho da Família Paiva Couceiro refletiu sobre o dom de ser família de acolhimento.
Por imposição da situação pandémica o recurso à plataforma Zoom permitiu que cerca de 50 famílias pudessem escutar na primeira pessoa aquela que é uma das maiores expressões da gratuidade do amor, o de ser família de acolhimento.
Num ambiente intimista e num discurso na primeira pessoa bastante emocionado e emocionante, a família Paiva Couceiro descreveu com algum detalhe aquela que é a sua experiência de ser família de acolhimento, que nas palavras da Filipa foram interpretadas pela família como a sua missão. Até agora acolheram duas crianças que depois integraram por via do processo de adoção outras famílias, o Filipe e o Gabriel. Todos nós ficamos a conhecer sem nunca os termos visto estes dois meninos, pela história de amor desta família.
Ao longo do serão descreveram com bastante detalhe o percurso emocional que está associado ao processo de acolhimento, os novos equilíbrios familiares, o compromisso dos vários membros da família (pais e filhos), a importância da família alargada, mas sobretudo as alegrias, o sentido da entrega e o sentimento de missão cumprida.
Sobre o futuro, eles responderam que se lhe baterem novamente à porta “nós não sabemos dizer que não”, porque é uma questão de coerência com o que acreditam.
O momento da entrega destas crianças a outra família, bem como o processo de reconhecimento como família de acolhimento foram os pontos que suscitaram mais questões por parte dos participantes.
Este serão insere-se na iniciativa Palavra (Im)perfeita que o Departamento da Pastoral da Família da nossa Arquidiocese propõe de forma regular ao longo do próximo Ano Pastoral.

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