Arcebispo de Évora evoca «humanidade» de D. Basílio do Nascimento

O arcebispo de Évora recordou neste sábado, dia 30 de outubro, a figura de D. Basílio do Nascimento, bispo de Baucau (Timor-Leste), falecido aos 71 anos, pela sua humanidade e bondade, assumindo que a arquidiocese alentejana sente esta perda como sua.

D. Francisco Senra Coelho evocou, em declarações à Agência ECCLESIA, as memórias do “querido padre Basílio”, antigo diretor espiritual do Seminário Maior e seu professor, na formação para o sacerdócio, em Évora.

“Marcava-nos sobretudo pela bondade, a humanidade, pelo sentido de humor, a disponibilidade permanente”, disse.

D. Basílio do Nascimento, bispo de Baucau, em Timor-Leste, faleceu na madrugada (hora de Lisboa) deste sábado, dia 30 de outubro, no Hospital Nacional Guido Valadares (Díli), na sequência de um problema cardíaco.

O responsável era bispo da segunda diocese do país lusófono desde março de 2004, após ter sido nomeado, a 30 de novembro de 1996, por São João Paulo II, como administrador apostólico de Baucau; foi ordenado bispo em 1997 e foi também administrador apostólico da Diocese de Díli.

Em 2011, tornou-se o primeiro presidente da Conferência Episcopal Timorense.

Segundo D. Francisco Senra Coelho, a constituição deste organismo respondeu ao anseio do país, sublinhando “a consciência da importância de Timor para a evangelização da Ásia”, continente onde os católicos são uma minoria.

D. Basílio do Nascimento foi ordenado sacerdote em 1977, em Évora, onde fez a sua formação; viveu em Paris até 1982, completando a sua formação académica, em Catequética e Pastoral, e regressou nesse ano ao Alentejo, como pároco de Cano e Casa Branca (Sousel) e Santa Vitória do Ameixial (Estremoz).

O falecido bispo foi ainda professor no Instituto Superior de Teologia de Évora, diretor espiritual do Seminário Maior e trabalhou ativamente na Pastoral Vocacional da Arquidiocese.

D. Francisco Senra Coelho, que conviveu de perto com alguém que “fazia parar o relógio” para conversar.

“Antes de tudo descobríamos nele um irmão e depois descobríamos um pai espiritual”, indicou.

A morte do bispo timorense foi recebida com surpresa, apesar dos problemas de saúde que eram conhecidos.

“Foi um homem culto, preocupado com a atualização permanente, o acompanhamento dos novos tempos”, conclui o arcebispo de Évora.

D. Basílio do Nascimento foi distinguido, a 7 de dezembro de 1999, com o grau de Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

HM/OC – Agência ECCLESIA

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