Arquidiocese de Évora: Visita do Cardeal D. Virgílio do Carmo, Arcebispo de Díli – Timor Leste

No dia 27 de agosto, o Papa Francisco presidiu, no Vaticano, ao oitavo consistório do seu pontificado para a criação de 20 cardeais, de quatro continentes, entre os quais o Arcebispo de Díli (Timor-Leste), D. Virgílio do Carmo da Silva, de 53 anos. Desta forma, Timor-Leste conta com um cardeal pela primeira vez na sua história.

Entretanto, no dia 2 de setembro, o novo Cardeal timorense foi recebido na Casa Arquiepiscopal em Évora, por ocasião da sua visita ao Seminário Maior de Évora, onde se preparam para o sacerdócio vários seminaristas daquela Arquidiocese.

Ser Igreja Évora acompanhou esta recepção e falou com D. Virgílio do Carmo da Silva. Sobre a participação no oitavo consistório e na reunião sobre a nova constituição apostólica para a Cúria Romana, o novo Cardeal considerou ter sido uma “experiência muito bela”. Das palavras do Santo Padre aos Cardeais, D. Virgílio do Carmo sublinhou a frase: “Um Cardeal ama a Igreja, sempre com o mesmo fogo espiritual”. “São palavras sobre as quais ainda estou a discernir como posso cultivá-las e aplicá-las na minha missão”, afiançou.

“Ao chegar a Portugal e ao ser recebido pelos salesianos e por tantas pessoas, tenho no coração um profundo sentimento de agradecimento. Porque o Santo Padre ao nomear um sacerdote timorense como Cardeal é um reconhecimento a um país onde a fé cristã chegou há 500 anos, vinda precisamente desta parte do mundo, particularmente de Portugal”, sublinhou.

“Agradeço à Igreja de Portugal que desde o início teve esta paixão de levar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo até à nossa terra. Em nome da Igreja e do povo de Timor quero agradecer à Igreja portuguesa por toda a ajuda que deu e continua a dar”, referiu.

“Tenho a convicção de que o Papa Francisco não queria oferecer esta púrpura a mim pessoalmente, mas à Igreja e ao povo de Timor-Leste. É um apelo para confirmar a identidade católica do povo timorense, que é uma jovem nação independente”, sublinhou.

Sobre as relações de proximidade e de colaboração entre a Igreja de Timor e a Arquidiocese de Évora, que já perduram há longos anos, o Cardeal D. Virgílio do Carmo garantiu que “estes laços continuarão e serão reforçados”, recordando a formação de muitos timorenses na Arquidiocese de Évora, dando como exemplo o saudoso D. Basílio do Nascimento. “Évora e a Igreja de Timor têm uma relação muito especial”, sublinhou, acrescentando que”esta cooperação vai continuar, pois é vontade de ambas as Arquidioceses, sobretudo com o envio de jovens seminaristas para aqui estudarem. Atualmente, graças a Deus, desde o mês de fevereiro, temos aqui três jovens seminaristas a estudar”.

Recorde-se que dos 20 novos cardeais, 16 têm menos de 80 anos, e são eleitores num futuro Conclave; o grupo incluiu assim o arcebispo de Díli (Timor-Leste), D. Virgílio do Carmo da Silva, de 53 anos, dois arcebispos brasileiros e o arcebispo de Goa e Damão, na Índia.

Sacerdote salesiano, D. Virgílio do Carmo da Silva dirige a Igreja de Díli desde 2016.

 

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