Conselho Pastoral Diocesano reflecte sobre os impactos da Pandemia

Na manhã do dia 4 de Julho decorreu uma Reunião Extraordinária do Conselho Pastoral Diocesano (CPD), no Seminário Maior de Évora, presidida pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho.
A reunião iniciou com um momento de oração e a saudação do Prelado, na qual sublinhou que “não podemos estar num cristianismo sem redenção, neste momento que vivemos”.
“Somos convidados a fazer com que o Espírito actue em nós no sentido da Esperança. O Senhor guia-nos e no início deste Ano Pastoral deu-nos este lema ‘Discípulos Missionários da Esperança’, tendo-nos desafiado a procurar e acolher os sedentos da esperança.”, referiu o Prelado. “Temos que ser a pedra onde Cristo edifica a sua Igreja, ainda mais neste tempo, sabendo que o Senhor está connosco e actua através de nós”, concluiu o Arcebispo de Évora.
Após a aprovação da Acta da Reunião anterior, decorreu a apresentação do tema “Reflexão em contexto de pandemia”, pelo Cónego José Morais Palos, Presidente do Conselho Directivo do Instituto Superior de Teologia de Évora (ISTE), que começou por falar do surto pandémico, considerando que “certamente o ano de 2020 ficará para a história como o ano da pandemia”. Fez, de seguida, uma leitura sobre as iniciativas pastorais que foram desenvolvidas por força da pandemia, sublinhando a dimensão virtual e abordando algumas interpelações, quer no campo científico e ecológico, quer, sobretudo, a partir da Sagrada Escritura. Por fim, apresentou alguns desafios pastorais referindo que “os tempos que vivemos e que se avizinham são difíceis. Mesmo que a crise sanitária vá passando, há muitas consequências.”
Seguiu-se um momento de diálogo. Os membros do Conselho Pastoral Diocesano consideraram que perante a Pandemia a Igreja olhou sobretudo para as pessoas, para a sua segurança, procurando, no entanto, através da criatividade e das novas possibilidades digitais estar perto delas. Sublinharam a necessidade de cada cristão valorizar mais a espiritualidade, assentando a vida nos valores da Confiança, da Esperança e do Amor. Contudo, a acção sócio-caritativa da Igreja deve continuar a ser uma das prioridades da acção pastoral, sobretudo, pela crise económica que a Pandemia já está a causar. Assim como a Catequese deve ser outro sector a valorizar.
No encerramento da reunião, o Arcebispo de Évora ressaltou que a valorização da dimensão da família, como o último e mais seguro refúgio, foi outra das experiências desta pandemia, com “a valorização da família como igreja doméstica”, acrescentando também a importância das pequenas comunidades, que noutros tempos da história, particularmente no período das perseguições, foi determinante.
O Prelado partilhou ainda que “acredito que este tempo de pandemia, tal como os grandes conflitos mundiais do século passado, traga um novo tempo de fecundidade, de relançamento e de desafio para a Igreja”. “Impõe-se uma atitude interior de colocar o Senhor no centro da nossa vida e no centro do mundo”, apontou.
Na parte final da reunião, realizou-se a avaliação do Ano Pastoral, que teve como tema “Procurar e Acolher os Sedentos da Esperança”.
O Cónego Carlos Melo, coordenador da Pastoral diocesana, explicou aos membros do Conselho Pastoral que “com a Pandemia, o Plano Pastoral 2019/2020 não pode ser executado como estava previsto. Neste sentido, para o próximo Ano Pastoral 2020/2021, o tema que guiará a Arquidiocese de Évora será o mesmo, “Procurar e Acolher os Sedentos da Esperança.”
Na prática, o Triénio Pastoral que estava previsto para a Arquidiocese de Évora passará a Quadriénio Pastoral, porque este primeiro ano do triénio será prolongado por dois anos.
Por fim, o cónego Mário Tavares de Oliveira, que trabalhou na planificação do Programa Pastoral, explicou que o tema do Ano Pastoral continuará a ser o mesmo de 2019/2020, “Procurar e Acolher os Sedentos da Esperança”, e informou o documento de reflexão que estará na base do próximo Ano Pastoral terá também em conta o novo Directório da Catequese que foi apresentado recentemente em Roma e a comemoração do 5.º aniversário da Carta Encíclica “Laudato Si’” também integrará a temática na planificação do próximo Ano Pastoral.
As grandes acções diocesanas serão planificadas e concretizadas gradualmente e de acordo com as possibilidades de cada momento que vivemos, afiançou o cónego Mário Tavares de Oliveira.
“Acreditamos que o Senhor nos está a levar pela mão para nos encontrarmos com Ele”, concluiu o D. Francisco José Senra Coelho na sua mensagem final, em que agradeceu a presença de todos.

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