O P. Francisco Pacheco Alves partiu para a casa do Pai

O P. Francisco Pacheco Alves, de 86 anos de idade, faleceu na quarta-feira, dia 8 de Julho de 2020.

O Funeral realizou-se nesta quinta-feira, dia 9 de Julho, às 18h00, no Mosteiro de Ferreira, em Paços de Ferreira, tendo sido presidido por D. Armando Esteves Domingues, Bispo Auxiliar do Porto.

Nas exéquias foi lida a seguinte Mensagem do Arcebispo de Évora:

7_9_2020_Mensagem_Arcebispo_Exequias_Padre_Pacheco

O P. Francisco Pacheco Alves nasceu a 19 de Agosto de 1933. Era filho do sr. João Alves e da sra. Maria Pereira Pacheco.

Frequentou o Seminário de Évora, tendo sido ordenado presbítero a 29 de Junho de 1959, na Sé de Évora, por D. Manuel Trindade Salgueiro.

Celebrou Missa Nova a 2 de Julho de 1959, em São Pedro de Ferreira (Paços de Ferreira).

A 26 de Outubro de 1959 foi nomeado Coadjutor de Vendas Novas.

Um ano depois, a 3 de Outubro de 1960, foi nomeado Pároco de Vera Cruz e de Alqueva, no concelho de Portel.

A 7 de Outubro de 1981, foi nomeado Pároco de Oriola, juntamente com Alqueva e a capelania do Hospital.

Dois anos depois, a 18 de Agosto de 1983, foi nomeado Vigário Adjutor de Nossa Senhora da Lagoa (Portel) e de Sª das Neves (Amieira-Portel).

A 28 de Agosto de 1984, foi nomeado Pároco de Vaiamonte (Santo António) e de Assumar (Nossa Senhora da Graça).

A 15 de Agosto de 2000, foi nomeado Pároco de Avis, Benavila, Alcórrego, Maranhão e Casa Branca.

A 10 de Abril de 2015 foi nomeado Pároco de Valongo, mantendo as Paróquias de Alcórrego, Avis e Benavila.

Em 2017 ausentou-se da Arquidiocese e foi para Paços de Ferreira, onde vivia actualmente.

Padre Francisco Pacheco Alves (Foto: PMC/a defesa)

A 24 de Junho de 2009, em entrevista ao jornal “a defesa”, por ocasião das Bodas de Ouro Sacerdotais, o Pe. Francisco Pacheco Alves fez, na altura, a seguinte partilha de vida:

1 – Que sentimento o invade ao celebrar as Bodas de Ouro Sacerdotais?

Sentimento de louvor, agradecimento ao Deus que me chamou no ministério da sua Igreja e que tenho procurado corresponder, o que nem sempre consegui em pleno. Por isso, tenho que pedir perdão e agradecer a Deus por tudo o que de bom me tem dado.

2 – Destes 50 anos de vida sacerdotal e pastoral, o que é que destacaria?

Estive um ano em Vendas Novas como coadjutor do senhor P. José Maria Dias. Depois fui nomeado pelo senhor Arcebispo para Vera Cruz e Alqueva, no concelho de Portel, onde exerci durante 18 anos. Após essa missão fui para Portel, onde tomei conta de Oriola. Durante este tempo, 24 anos, naquele concelho, lembro-me da catequese, e de acções no meio dos jovens, com muitas aventuras.
Também fiz uma experiência muito grata com o Caminho Neocatecumenal. Porque o Senhor fez por mim, e com eles, grandes maravilhas. Em Monforte, onde estive de 1984 a 2000, sobretudo recordo a Catequese.
Ainda hoje os jovens lembram-se de mim e pedem para celebrar alguns acontecimentos das suas vidas com eles, o que faço com muito gosto, sempre com o intuito que o Senhor realize a missão que me confiou. Desde 2000 estou em Avis, onde tem sido um terreno um pouco árido, aos nossos olhos humanos, mas muito promissor, procurando realizar o que o Senhor se digna a fazer pela minha acção.

3 – Que sonhos e projectos tem para o futuro?

Estou quase como S. Paulo dizia, “combati o bom combate”, travei as minhas lutas, cumpri a vontade do meu Senhor, só me resta que o Senhor me dê, porque eu não mereço, o dom da Vida Eterna. Quero também dizer a Maria: Mãe muito obrigado por todas as graças que me concedestes, por me protegeres e amparares.
E desejo continuar a consagrar-me a nossa Senhora, cumprindo a vontade de Deus, nestas terras alentejanas.

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