Paróquias da Arquidiocese: Viver o Mês de Maio em tempo de pandemia

Paróquias de Pavia e Malarranha

Vivemos um tempo na história nunca antes visto. De um dia para o outro o mundo parou e as nossas vidas ficaram suspensas. Perante esta realidade, toda a sociedade teve que se reestruturar, reinventar e encontrar novas formas para lidar com novos desafios. A Igreja, que está inserida na sociedade, foi também obrigada a encontrar soluções para este mundo novo. Foi preciso alguma criatividade por parte dos párocos de cada comunidade para continuarem a assistir espiritualmente os seus paroquianos, ainda que à distância.
Atravessámos assim o tempo da Quaresma e da Páscoa, tempos fortes para os cristãos, e iniciou-se o mês de Maio, mês mariano por excelência, usualmente marcado por uma devoção
muito forte a Maria. Esta devoção traduz-se por procissões e oração do terço, um pouco por
todo o país. Devido às restrições, e não querendo deixar de celebrar este momento, os nossos párocos Padre Joaquim e Padre Nelson tomaram a iniciativa de percorrer todas as vilas da Unidade Pastoral de Mora, com a imagem de Nossa Senhora de Fátima numa carrinha.
No dia 11 de Maio, foi a vez de Pavia e Malarranha receberem a visita de Maria.
Habitualmente somos nós que a visitamos, que nos deslocamos à igreja, desta vez foi Ela, a Mãe, aquela que nos momentos de provação e de sofrimento não abandona os seus filhos, mas quer estar presente como refúgio e porto de abrigo, como intercessora junto do Filho, que veio até nós, até cada rua, cada casa, cada coração. Os seus filhos esperavam-Na ansiosamente à porta de suas casas. Numa profunda devoção, a vila iluminou-se com velas às janelas, com pequenos altares às portas, em atitude de fé e confiança na nossa Mãe do Céu. No meio de lágrimas e acenos, a Senhora foi passando, levando consigo os louvores, as preces e as ações de graças que cada um tinha no seu coração.
Será um mês de maio sem peregrinações, sem terço rezado em comunidade mas a presença da Mãe é constante em cada coração que a acolhe, como amparo, consolação, refúgio e esperança.
Em nossas casas voltemos o nosso olhar e o nosso coração para Nossa Senhora pedindo-Lhe proteção e intercessão por toda a humanidade sofredora e ferida, rezando-lhe: “à Vossa proteção nos acolhemos Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades mas livrai-nos de todos os perigos ó Virgem gloriosa e bendita. Santa Maria, Senhora da esperança, rogai por nós. Santa Maria, Senhora de Fátima, rogai por nós”.

Isabel Gamas

 

 

Paróquia de Santana

A Virgem Maria, Mãe de Deus, Mãe da Igreja, nossa Mãe, visitou Santana (concelho de Portel) na tarde de 17 de Maio, graças ao empenho da comunidade e do Presidente da Junta de Freguesia de Santana.
Casa por casa, rua por rua, o andor transportou, bem visível sobre um automóvel, a imagem venerada de que a aldeia já estava tão saudosa!
Há dois anos, o Papa advertiu (cito de cor): “Nossa Senhora é muito exaltada simbolicamente em celebrações, procissões e peregrinações. Mas é escutada? E apoiada?”
O conselho que a Mãe nos deixou centra-nos no Filho: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. E que ordenou Ele? “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”.
Façamos do terço diário uma ocasião para um sério exame de consciência! Queremos paz? “Se queremos, não durmamos, para que a PAZ, agora só promessa, seja realidade.” (A. Camus).
Vamos com Maria, como Maria, dizer SIM.

Paróquia de Santana

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